Sempre soube a respeito da possibilidade de fraudes nas urnas eletrônicas, mas eu pensava que isso não passasse de choradeiras de candidatos derrotados. Agora, contudo, vi que realmente existe possibilidade técnica de se fraudar o resultado de qualquer votação. Vi uma demonstração disso, puramente técnica. Mas agora, com a certeza dessa possibilidade, uma dúvida paira sobre o meu espírito: Sabemos que esse tipo de fraude pode acontecer, como também se sabe quais são os meios para se evitar isso, como também sabemos que outras fraudes existem – sempre existiram – as quais não se sabe como evitar, tecnicamente. Em qualquer um desses governos que temos tido existem fraudes e roubos, e quantos, e de que tamanho! E sabemos todos – só não sabe quem não quer ou não gosta de enxergar – que existem meios para se evitar qualquer tipo de fraude, principalmente nos governos. Uma das funções do eleitor, no mundo democrático, é vigiar os eleitos. Porém, se soubéssemos eleger bem, nem seria necessário vigiar depois. Mas isso de eleger bem depende da formação cultural dos eleitores. Com isso, volto a perguntar: O povo brasileiro tem essa formação? Tem ele escolas? Essas escolas ensinam alguma coisa? A nossa realidade social, espalhada em cada canto deste país, mostra que não, mostra que as nossas escolas podem fazer qualquer coisa, menos ensinar. Cultura é uma coisa que não existe entre os brasileiros, pelo menos na maioria deles. E surgem então esses “iluminados pais da pátria” que só sabem inventar coisas, quando se trata de Educação. E aparecem eles com reformas, como a eliminação da Educação física nos cursos oficiais. E inventam sempre novas coisas. Agora decidiram que a Educação não vai mais ser dividida por anos, mas sim por módulos, como se isso, veja você, acrescentasse um só tostão furado ao nível dessa educação que nos proporcionam. Por acaso, sabem eles o que é Educação? A cada novo dia nos dão novas e indiscutíveis provas de que não sabem o que é isso, mas, mesmo assim, se metem a legislar sobre este assunto, um assunto que não conhecem. E, como digo sempre, durma-se com um barulho como esse! Torna-se assim inevitável uma conclusão: quem está precisando ser dividido em módulos são eles mesmos, um a um.

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