NADA MUDOU! Por algum tempo, estive poupando essa gente, mas é muito difícil eu me conter por tanto tempo. Por isso, estou voltando, e bastante disposto.  Pois é, a Dilma foi afastada pelo menos até o julgamento final do seu impeachment, o Temer assumiu como presidente interino, mas nada mudou. As promessas e as demonstrações de incapacidade governamental e administrativa continuam as mesmas. O Temer, que havia anunciado que o número de ministérios iria cair para 19 ou 20, poucos dias depois anunciou que seriam 22 os ministérios. Mais alguns dias, e eis que ele vem a público para dizer que serão 26 os ministérios. E “justifica”. Sentiu necessidade de acomodar os interesses dos políticos, especialmente daqueles que constituem a base de apoio ao governo. Pergunto eu: E a decência, onde foi parar? A falta de critérios para um bom governo, que raramente tivemos, continua a mesma. A Dilma continua afastada, mas usa os mesmos privilégios de quem está no governo. Como se fosse a presidente efetiva, tem direito a uma sala no Palácio do Planalto, tem à sua disposição aquela mesma cambada que tinha antes, como qualquer outro presidente tem. E ainda dispõe de verbas pra gastar como quiser. Não se sentiu envergonhada ao anunciar que iria, usando o jato presidencial, viajar por aí, para se defender das acusações que sofreu durante o seu mais do que deplorável e conturbado governo. Não discuto o direito que ela tem de se defender, e onde quiser, mas pergunto: quem paga essa conta? Quem paga isso? Quem paga as despesas das viagens? Quem paga as estadias? É claro que sou, como é você, como somos todos nós. Muitos poderão me dizer que tudo está previsto em lei. Sim, a lei prevê isso, esses direitos estão previstos em alguma lei, em algum lugar, mas pergunto: quem fez essa lei? Quem inventou esses absurdos direitos? Certamente, não fui eu, como não foi você. E a minha conclusão é sempre a mesma: não governam para o povo, e, portanto, não governam para o país. Governam para si mesmos. É por isso que nunca escrevo governam, mas “governam”. Tenho dado alfinetadas, mas merecem coisas bem mais sérias do que isso.

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