O SENADO COMEÇA A ARTICULAR A ADOÇÃO DO PARLAMENTARISMO

       Mais uma vez, tremi na base. Já escrevi bastante sobre o sistema parlamentarista. Por exemplo, escrevi sobre ele no meu livro AQUELES DE BRASÍLIA, onde comparo o sistema parlamentarista com o sistema presidencialista, que seria o nosso, se não tivéssemos aqui uma mistura muito mal feita desses dois sistemas. A ideia original do parlamentarismo é muito bonita, pois que várias pessoas juntas tendem a pensar melhor e cometem menos erros do que uma só pessoa. Mas acontece que o parlamentarismo apresenta duas exigências que não temos como atender. Pra começar, exige parlamentares de elevada cultura e de elevada extirpe ética e moral, coisas pouco ou nada encontradiças na Câmara dos Deputados e no Senado. Além disso, exige indivíduos com elevada cultura política, com visão política de sociedade e sobretudo com apurada vocação para a atividade política, atributos raríssimos entre nós. Temos cidadãos com quase todas essas qualidades reunidas numa só pessoa, faltando-lhes apenas a vocação para a atividade política. Com isso, não se apresentam e passam sem ser percebidos, politicamente. Sem o “material humano” que lhe é indispensável, o parlamentarismo tende a fracassar. Além disso, é um sistema bastante instável, como é o caso da Itália. Conclusão: Esses nossos parlamentares perderam aquilo que ainda poderiam ter, mas em reduzida dose: JUIZO.  Poderão até sacramentar essa asneira, mas pergunto: onde irão encontrar esse “material humano” que o parlamentarismo não tem como dispensar?

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