ALFINETADAS POLÍTICAS E SOCIAIS

       A grande característica recente deste nosso país é o desgoverno. A perda de rumos começou com José Sarney, que assumiu a Presidência da República em 1985, um cargo que lhe caiu do céu graças à morte do presidente eleito pelo Congresso Nacional, Tancredo Neves.  Como um dos dois respeitáveis estadistas que tivemos no século passado (penso que o outro tenha sido Getúlio Vargas), Fernando Henrique Cardoso foi eleito depois da deplorável aventura de Fernando Collor de Mello, que acabou sendo sucedido no governo por aquele mineiro de topete, Itamar Franco, por ter sido obrigado a renunciar.

       Depois de oito anos de um governo liderado por um homem respeitado no Brasil e no mundo, FHC, eis que o PT chega do governo para iniciar a era do desgoverno. Em 514 anos de história, 125 dos quais como República, estes últimos 12 foram um descalabro total, ganhando todas as “taças” que o mundo livre, democrático e consciente pudesse estar disposto a oferecer.

       A lista de desatinos tem sido enorme, talvez interminável. Começa por um absurdo menosprezo à educação e à cultura, dois itens que os governos bem-preparados e inteligentes, em todo o mundo democrático, sempre souberam perceber e levar a sério e em conta. Sabe-se que, em toda a história recente da humanidade, nestes últimos 80 ou 100 anos, os povos que mais se desenvolveram, tanto como povos como quanto nações, foram aqueles que souberam entender a importância fundamental da educação e da cultura, nelas investindo. Os nossos governos, especialmente estes dois do PT, ainda não perceberam isso.

       Mas esse é apenas o primeiro crime que cometem contra o Brasil e contra nós, brasileiros. Ainda não descobriram que a melhor e mais eficiente maneira de se promover o bem-estar social, que é o objetivo maior de qualquer sociedade, é promover o desenvolvimento econômico. Só este pode gerar o desenvolvimento social, com o tão desejado bem-estar social. Digo sempre que é plantando sementes econômicas que se colhem frutos sociais.

       Enquanto isso, entendendo que é necessário “investir no social” a torto e a direito, vêm cometendo os maiores absurdos. E ainda pensam que estão governando.  Querem que os brasileiros sintam menos fome (têm razão nisso), ou não sintam fome nenhuma, mas não os ensinam a trabalhar. Mais do que isso, incitam-nos à vadiagem quando instituem programas como a Fome-zero e a Bolsa-família.

       Pretendem construir a igualdade social e diminuir os desníveis culturais da nossa gente, mas como não entendem nada disso e nem da arte de governar “dão com os burros n’água”. E então surgem as cotas para os negros nas universidades, aumentando ainda mais o preconceito racial, surge o programa “universidade para todos”, como se as universidades se destinassem a todos, surgem aqueles critérios entre escolas públicas e escolas privadas, para efeito do ingresso nas universidades.

       E a lista dos desmandos continua, sem prazo e nem tamanho pra terminar. No ‘fim da linha”, ao final de tudo, quem acaba pagando essa conta somos nós mesmos.

       Enquanto isso, esses despreparados que nos vêm “governando”, em especial nestes últimos 12 anos, nem percebem que existe uma pesadíssima conta a ser paga e que ela se avoluma a cada dia. Essa conta é uma dívida social que precisa ser historicamente considerada. A maior parte dessa dívida está sendo contraída pelos governos do PT.  Os herdeiros dessa dívida são a nossa gente, são o nosso povo, que é puro, manso e bom, como afirmo sempre.

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